Ora bem, decidi: é desta que o vou ver.
Quando a Guerra Civil se enfurece na década de 1990 em Serra Leoa, dois homens, um branco sul-africano mercenário e um pescador negro, se juntam em uma busca para recuperar uma joia rara que tem o poder de transformar suas vidas. Com a ajuda de uma jornalista norte-americana, os homens embarcam em uma jornada perigosa através do território rebelde para conseguir seu objetivo
Digo-vos que foi dos melhores filmes que estes olhinhos já puseram a vista em cima. Entrou automaticamente no meu top de películas favoritas senão até no primeiro lugar!
Logo no início levamos com uma pancada brutal da realidade da guerra civil na Serra Leoa entre o governo e o movimento de guerrilha FRU (Frente Revolucionária Unida) na década de 90. Estes últimos assaltavam, mutilavam, matavam, violavam sem olhar a quem e o pior de tudo, roubavam as crianças e faziam-lhes um género de brainwash e era assim (e é ainda na actualidade, infelizmente) que nasciam as crianças soldado. Juro, esta parte fez-me tanta, mas tanta impressão. E o pior é que ainda hoje acontece! Crianças a quem lhes é tirada a sua infância e inocência para propósitos monstruosos tudo relacionado com a ganância inacabável do homem.
A performance do Leo DiCaprio está para lá de boa - como ele já nos habituou em todos os papéis que faz - mas na minha opinião é o Djimon Hounsou (que faz de Solomon Vandy) que merece uma standing ovation. Cada vez que lhe acontecia algo eu sentia tanto a sua dor e toda a angústia que aquilo lhe estava a causar graças à performance fenomenal do actor. Muito, mas mesmo muito bom.
Não sei quanto a vocês mas quando um filme mexe comigo - o que é raro, admito - eu fico horas e horas a pensar nele. Ontem, estava a falar com o meu namorado o quão era errado o que se passava naqueles países e como nós, países desenvolvidos "e de primeira" não fazemos nada porque os profits são sempre maiores. Claro que não sou nenhuma tapadinha e tipo que só fiquei aware do que se passava depois do filme, claro que não, já sabia mas é tão fácil escondermo-nos na nossa realidade boa em que temos tudo de mão beijada e não temos que nos preocupar se vamos morrer a ir para a escola ou assim. É tão triste e é uma pancada no coração. Estava a dizer isto ao F. e ele dizia "pois é, mas o que é que queres fazer? Não podes fazer nada" e a verdade é que sozinha não posso mesmo mas se toda a gente tivesse um reality slap e finalmente acordasse para questões que são realmente importantes era tão, mas tão fácil melhorar o mundo em que vivemos. Ou até quem sabe mudá-lo definitivamente.

Tudo isto para dizer que amei, adorei de paixão este filme. Ainda hoje estou a pensar nele, vale a pena para quem ainda não viu. Vale tanto a pena.

















































