sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

MMFB TRAVELS | Amsterdão: um amor inesperado - part.III

últimos relatos de 3 dias e meio incriveis

Dia 3: este foi o nosso dia em slow motion e provavelmente por isso o meu favorito. Inicialmente tínhamos o plano de acordar cedo e ir até à estação central para apanhar o autocarro para a zona dos moinhos, Zaanse Schans, mas pela primeira vez ficamos na cama até mais tarde (tínhamos estado a acordar todos os dias às 8h) e só saímos lá para as 10h. Soube bem obviamente, andávamos super cansados de andar imenso todos os dias e é sempre bom ficar na ronha, nem que seja apenas mais duas horas do que o suposto!
Depois de finalmente sairmos do hotel decidimos voltar à zona do mercado - Albert Cyup - para comprarmos umas lembranças para a família. A minha avó é super fã de ímans para pôr no frigorífico por isso comprei-lhe um e ainda comprei uns queijos e umas bolachas típicas (aquelas que têm caramelo por dentro, se colarem no microondas antes é uma delicia!).
Ainda demos umas voltas numas quantas bancas de roupa onde o F. comprou uns casacos e começamos a andar em direcção a norte e quando demos por nós estávamos outra vez em Koningsplein (a zona do mercado das flores).


Decidimos procurar uma coffeeshop que se chama Dampkring porque é das mais famosas na cidade já que o elenco do filme Ocean's Twelve passou lá imenso tempo durante as gravações do filme. Encontrámos obviamente mas nenhum de nós estava com uma vontade imensa de entrar por isso decidimos ir à procura de um sitio para almoçar e acabamos por encontrar um restaurante fantástico com paredes de vidro onde comi uma massa fabulosa! Chama-se Caffe Esprit e vale a pena e melhor de tudo? Zero caro.
Após o almoço passamos a tarde na zona de Rembrandtplein e ao pé do Hortus Botanicus. Acho que este foi o dia que tirei menos fotografias! Talvez por estar tão inebriada com o que estava a conhecer que nem me lembrei de tirar imensas pics como estou habituada.


 Passamos pela casa do Rembrandt e ficamos ali durante um tempo sentados num banquinho de jardim ao pé do Hortus Botanicus enquanto falávamos e apenas víamos o tempo passar! Sabe bem apreciar e observar as cidades assim, como se tivesse em "casa", sentada num sitio qualquer com os amigos.
Mais para o fim da tarde decidimos ir até ao hotel para deixarmos as compras que tinhamos feito e passamos por mais uma zona engraçadissima com montras de partir a rir como esta em baixo.


Acho o máximo eles não terem problemas em dizer certas coisas ou mostra-las. O sexo (ou drogas) é tão normal para eles que estão-se completamente a borrifar se têm coisas com palavras tipo pussy ou dick ou whatever em sitios públicos. Não era tão melhor se as pessoas deixassem de ser tão uptights e sempre tão severas com coisas naturais? Sei lá, é o meu momento filosófico no meio deste post de viagens mas irrita-me imenso as pessoas serem tão cocozinhas com o sexo ou com a nudez. Irrita-me!
Anyways, depois de irmos ao hotel fomos até Dam para eu ir à Footlocker comprar um chapéu da New Era que já queria há imenso tempo e toda a gente, mas toda a gente em Amsterdão tinha e então tive que ceder à pressão e comprar o meu ali mesmo haha! Foi €4 mais caro do que se fosse aqui em Portugal mas oh well, fica como se fosse um souvenir de mim para mim!
Depois de sairmos dessa zona mais comercial voltamos a descer porque o F. queria ir a Spuin para comprar umas coisas para os amigos numa loja que havia lá e eu agradeci 300 vezes porque para além de ser a minha zona favorita ainda estava a cismar com aquele colar que me era impossível comprar.


Acabei por conseguir encontrar um colarzinho amoroso numa loja à frente do Amsterdam Museum! É rose gold e é óptimo porque é banhado a ouro ou seja posso tomar banho com ele sem qualquer problema, não tenho que me preocupar se vai perder a cor. O pendente é aquele olho da Chiara Ferragni sabem? Adoro-o e já vi tatuagens super giras com este desenho! 
Acabamos por nos sentar na New Times Coffeeshop - a minha favorita em Amsterdão - e comprei dois space cakes um médio e um forte. Bem, o médio não me fez nada talvez por já estar habituada aos outros das outras lojas que eram mais fortes mas o outro funcionou e bem! Ficamos por lá a beber um chá e basicamente a ver o sol pôr-se na cidade.


Jantamos na zona, num italiano - para não variar - e fomos até à Royal Queen Seeds e ainda passamos na zona da Sensi Seeds onde têm umas plantações (ok, não são umas plantações a sério, são tipo uns vasos com vários diferentes tipos de plantas para as pessoas verem) e um museu. Sítio giro e diferente para recordar, mas que não faz muito o meu género porque interesso-me zero por erva para ser sincera mas como o F. queria ver, às vezes temos que fazer a vontade aos nossos queridos namorados (mas só às vezes ahha!). 

Dia 4 - Tinha chegado o último dia nesta cidade maravilhosa, cidade essa que eu estava mais que desgostosa por abandonar. Juro, adorei! Não queria mesmo ir-me embora já. Fizemos o checkout do hotel e fomos para a Estação Central onde tomamos o pequeno almoço num cafézinho francês com direito a concerto de uma pianista (está no meu instastories!).
Depois disto estava na hora de dizer adeus e entrar no comboio em direcção a Eindhoven para embarcarmos no voo para Lisboa.


A viagem faz-se super bem, demora tipo 1h30 e depois têm um shuttle que vos leva até ao aeroporto que demora 15/20 min. O aeroporto não tem nada para fazer ou ver por isso não vos aconselho a irem muito tempo antes senão vão ficar à seca como eu e o F.

O que é que eu posso dizer desta viagem? Adorei simplesmente. Já estou a pensar na próxima vez que poderei voltar a esta cidade maravilhosa! Provavelmente irei fazê-lo quando já estiver calor porque Deus me livre aguentar aquelas temperaturas da Antárctida outra vez! Mas aconselho-vos tanto a visitarem Amsterdão, se estiverem à procura de um sitio para ir escolham esta cidade, é mais que maravilhosa e cheia de coisas para ver e descobrir!

Amsterdão, roubaste-me o coração!
Irei voltar, sem dúvida!


PS: todas as fotografias são da minha autoria, NÃO USAR sem pedir autorização previamente

PS2: sabem quem é que faz anos amanhã? Eu mesma! 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

MMFB TRAVELS | Amsterdão: um amor inesperado - part.II

E a aventura continua...

Dia 2: No nosso segunda dia, acordamos bem cedinho e fomos até Dam. Estavamos com sorte porque apesar do forecast de chuva não apanhamos nem um pingo! Começamos a andar para o lado oeste da praça principal à procura de um sitio que eu tinha visto na net, o Pancake Bakery, e queria mesmo tomar lá o pequeno almoço.
Bem, o que não falta em Amsterdão são sítios para nos deliciarmos, então se forem fãs de panquecas - como eu! - estão super bem servidos! Há casa de panquecas loja sim loja sim, é só tipo o paraíso!
Como estava a dizer, iamos em direcção a esse restaurante e passamos por imensos sitio icónicos como a casa da Anne Frank. Não fomos porque para além das filas serem enormes, só podem estar 15 minutos dentro daquele cubículo que são logo expulsos para outro grupo entrar. Vou guardar as imagens que vi no filme "The Fault in our Stars" e vou fingir que entrei lá haha! Não, agora a sério, na próxima vez que for lá é óbvio que tenho que pôr lá os pés mas como fomos apenas 3 dias e meio não me pareceu assim tão urgente e o F. estava tão traumatizado com as filas que pediu-me a pés juntos para não irmos.


Uns metros à frente finalmente encontramos a Pancake Bakery mas rapidamente demos meia volta e viemos embora: €15 por uma panqueca? Os queridos não estavam bem claramente! O frio deve-lhes ter dado a volta à cabeça!
Continuamos a andar e encontramos um cafezinho italiano maravilhoso, o Rigoletto Café, com a montra mais apetitosa! Decidimos entrar e desfrutar de um pequeno almoço em cheio para nos dar energia para o dia que tínhamos pela frente!


As pessoas têm a percepção que Amsterdão é caríssima mas a verdade é que têm apenas que procurar pelos sítios certos e não aceitar tudo o que lhes aparece à frente tipo um cavalo com palas. Por exemplo, como é óbvio não íamos pagar €15 por uma panqueca não é? Andamos mais para a frente e encontramos este cafézinho amoroso (e delicioso!) e por um pequeno almoço gi-gan-te pagámos €18! E ao lanche fomos lanchar a uma casa de panquecas em que pagamos tipo €4/€6 por cada uma, basta apenas procurar e não ir a sítios pertíssimo das maiores atracções turísticas!
Anyways, ficamos ainda um tempinho por essa zona a passear junto dos canais e a ver as casa-barco. O F. estava deliciado e só dizia "deve ser o máximo viver numa casa destas" mas eu só pensava na humidade que deve ser viver num barco e admito que faz-me um bocado impressão não estar em terra firme. A vocês não? Água não é definitivamente o meu elemento!


Voltámos à Dam Square - que é como quem diz à praça principal - onde estivemos a ver o palácio real de Amsterdão que tem uns detalhes maravilhosos no topo! Tem uns unicórnios e o corno de cada um é dourado, será que é banhado a ouro? Deve ser não é? O que eu sei é que é maravilhoso apenas! É um bocado cinzentão e não tem nada a ver com os nossos palácios over the top (aka Palácio da Pena) mas é giro e rústico - será que posso usar esta palavra para classificar um palácio? - e à entrada têm uma fotografia gigante do Rei e da Rainha do país. Não tirei fotografias ao exterior porque a luz natural estava péssima e todas as fotografias parecia que tinham sido tiradas por um iPhone 3G e recuso-me a publicá-las. Mas, se tiverem curiosidade, é este o castelo em questão.
Ao lado da praça principal têm uma zona comercial cheia de lojas habituais (ex: Zara, Bershka, Lush, H&M) mais caras do que aqui em Portugal. Bem, isso era óbvio, não estava a ir cheia de esperanças de vir carregada com sacos mas ainda há uma grande discrepância nos preços, por exemplo, eu queria comprar uns Vans pretos novos que aqui custam €60 e tal e lá custavam €80! Meus queridos, fiquem lá com os €20 a mais que aqui a piquena faz as compras no seu país.


Continuamos a andar e fomos dar à zona da love bridge holandesa. Porque é que todos os países têm esta ponte cheia de cadeados cheios de promessas de amor? Onde é que raio é a nossa aqui em Lisboa, alguém sabe? Quero ser lamechas por umas horas e ir lá deixar a minha marca e quando já tiver os meus 3 filhos ir lá com eles e dizer "estão a ver este cadeado? foi a mãe e o pai que meteram aqui em 2018", era querido ou não? Devaneios à parte, esta ponte não tem nem 1/3 dos cadeados que tem a de Paris mas assim não perde o seu encanto nem temos que nos preocupar se vai cair ou não com o peso das fechaduras amorosas ahah! É muito gira e tive pena de não ter comprado um na lojinha ao lado (que tem uns super pirosos cor de rosa em forma de coração!) e deixar lá, só assim para criar uma memória.


Estava a tentar fazer um esforço enorme para me tentar lembrar onde é que almoçamos nesse dia mas não consigo. Devemos ter comprado algo e comido a andar porque não tenho nenhuma lembrança de me sentar e comer para almoço nesse dia.
Fomos outra vez até ao Red Light District porque queríamos encontrar uma coisa: antes de ir, uma amiga minha super fã da Holanda disse-me "tens que encontrar a mama, está ao pé da capela" e eu fiquei um bocado confusa a pensar porque raio é que há uma capela no meio do distrito da prostituição? Não faz muito sentido não é? Fomos lá e admito que é um bocado deprimente ver aquilo de dia, as meninas na montra ali sentadas à espera do cliente. Não fazia ideia que também era um emprego tipo das 9h- 17h, achava que só trabalhavam de noite, mas cada um sabe as horas a que tem mais clientela não é verdade? 
Chegamos à capela e demos uma volta à procura da famosa mama. Estava à espera de encontrar uma maminha pintada no chão ou num poste mas a surpresa que tivemos quando encontramos uma mama rodeada por uma mão dourada no chão. Estava à espera de algo mais underground e não tão classy ahah!


Passamos também por uma ponte levadiça super antiga, ponte essa que o Van Gogh pintou e vimos esse quadro no museu no dia anterior. Não sei quanto a vocês mas acho super giro ver ao vivo aquilo que já foi pintado há tantos anos atrás, dá logo outro charme à coisa.
Mais à frente também passamos por uma zona de um canal (Jodenherengracht) onde viviam imensas famílias portuguesas judias (nunca sei se se diz judias ou judaicas, help!) e numa das casas tem um género de painel onde informa os turistas que aquela pertenceu à família Nunes da Costa (1619 - 1697), uma família que recebia diplomatas e cabeças de estado. 


Depois deste passeiozinho fomos até ao Ripleys: Believe it or Not!, um dos sítios que eu estava mais ansiosa por ir! Neste museu têm imensas coisas aleatórias desde cabeças humanas encolhidas (!!! aquilo que eu estava mais ansiosa por ver, vejam a fotografia abaixo, é demais) a réplicas de pessoas como por exemplo a mais alta do mundo (vou por aqui a fotografia da minha pessoa ao lado desta réplica, tenham em conta que eu tenho 1,56m!). 
Quando fomos às coffeeshops não foi um, nem dois, mas quase todas as pessoas que trabalhavam lá diziam "tomem qualquer coisa (erva, bolos, cogumelos, etc) e depois vão ao Ripley's, vai ser incrivel!" e assim o fizemos. Com a realidade alterada e com tudo a parecer mais engraçado do que o que realmente era, entramos no museu e o que é que eu vos posso dizer? Foi brutal! Lá dentro há um corredor de ilusão óptica em que as paredes mexem-se mas o que parece que se mexe é a "ponte" onde estamos e é um atrofio gigante! Quem me segue no instagram pode ver o instastory que tenho lá onde parece que vou morrer nesse corredor, foi incrível, adorei! Se estiverem a pensar ir a Amsterdão, este é definitivamente um local a não perder!


Depois deste momento bombástico fomos ter com um amigo meu que vive lá e fomos lanchar. Comemos num restaurantezinho mini mini mas com umas panquecas gigantes para contrastar com o espaço que tinhamos (panquecas essas que foram super baratas, como vos falei em cima). Um dos sitios que nos faltava ir era o The Sex Museum, queria ir lá porque houve pessoas que me disseram que ficaram chocadas com aquilo que viram e eu, amante do choque como sou fiquei toda entusiasmada. 
Não fiquei chocada, não sei se é por eu ser difícil de deixar num estado de petrificação ou se simplesmente é tudo ok mas fartei-me de rir. Há lá uma parte que é de sado masoquismo, bondage, alterações das partes genitais que é uma risada imensa! Até punha aqui umas fotografias mas não quero chocar a sensibilidade de algumas pessoas!
Ainda jantamos naquela zona num italiano - mais uma vez não me lembro do nome - que tinha um empregado português (é sempre bom encontrar compatriotas noutros países) e comemos optimamente bem! Ainda levamos um resto para o hotel porque não conseguimos comer tudo!


Depois do jantar despedimo-nos do meu amigo B. e ficamos a dar umas voltinhas na zona antes de voltar para o hotel. Eu e o F. somos mesmo uns velhos, somos aquele casal que adora estar às 22h/22h30 na cama e em Amsterdão fizemos isso quase todos os dias. Nenhum de nós é amante da noite ou de ficar em bares até às tantas e preferimos muito mais aproveitar o dia, por isso mesmo fomos dormir.

to be continued...

PS: todas as fotografias são da minha autoria, NÃO USAR sem pedir autorização previamente

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

MMFB TRAVELS | Amsterdão: um amor inesperado - part.I

Sabem quando uma pessoa diz que ama uma cidade? Aquela paixão maluca, que se sentem mesmo bem e sempre com vontade de explorar? Pois bem, nunca tinha sentido isso. Claro que gosto muito de certas cidades europeias, como por exemplo Londres que é sempre um prazer voltar, mas um amor assim todo platónico nunca tinha sentido... até ir a Amsterdão.

Dia 0 - Cheguei na sexta à noite - cerca da 00h00 - por isso não deu para visitar nada, fomos apenas directos ao hotel prontos para nos aquecermos. Antes de embarcar mandei mensagem ao hotel a pedir-lhes as direcções de como chegar lá desde o aeroporto e prontamente me mandaram um itinerário. Ok perfeito, pensei, estava tudo a correr optimamente até sairmos do comboio que foi do aeroporto de Schipol até Lelyhaan e aí supostamente apanhariamos o metro. Claro que o metro já tinha encerrado - fecha à 00h30 - e nós ficamos "ok e agora?". O que uma pessoa não sabe é que em Amsterdão dá para ir para toooooooooooodo o lado a pé, abrimos os mapas do telemóvel e em 5/8 minutos já estávamos à porta do hotel.

Dia 1 - Maluca como sou das organizações já tinha todo este dia mais que planeado! Acordamos cedo e apanhamos o tram até Amstelveenseweg (mais uma vez, dava para ir a pé sem problemas) para começarmos o nosso dia no Vondelpark. Um parque gigante cheio de vida - apesar do dia cinzento! - com imensa gente a passear em família ou só com os cães e outros a fazer desporto. Pelas poucas horas que estávamos na cidade dava para perceber o quão civilizadas são as pessoas, todas respeitadoras, prestativas mas antipáticas, muito antipáticas. Não me fez assim tanta espécie porque sei que são de uma cultura totalmente diferente mas admito que o meu lado latino e caloroso ficou um pouco inquieto ahah! 
Ah e as bicicletas, aliás, a porcaria das bicicletas! São tão mas tão irritantes, basicamente elas é que mandam na estrada e se te metes à frente delas - como tantas vezes o fizemos porque simplesmente não estávamos habituados - começam logo a tocar nas campainhas desenfreadamente. Uma loucura! Mas é um bom principio de vida! Se aqui fizéssemos o mesmo tenho a certeza que deixava logo de existir tantos obesos e o nível de CO2 da cidade descia muito rápido. Claro que sei que em Lisboa é impossível! Deus nos livre de subir e descer estas colinas todas de bicicleta, ficavamos logo com um gémeo maior do que o do Cristiano Ronaldo.
Enfim, passando à frente, fizemos o parque do inicio ao fim em direcção ao Rijksmuseum, onde íamos passar a nossa manhã. Demorou mais ou menos 30 minutos a percorre-lo todo e mais uns 3/5 minutos a chegar ao museu.
Eu e o F. estavamos simplesmente maravilhados com as casas, amei a arquitectura de cada uma. Só me apetecia bater à porta e perguntar "Posso entrar? Quero mesmo ver como é que isto é aqui dentro!".


Estão a ver esta casinha aí em cima? Foi das minhas favoritas. Só me imaginava lá no verão, ali naquele pseudo terraço ou com as janelas abertas na marquise a sentir aquelas noites boas (que lá nem devem existir) com o meu querido namorado. Deve ser o máximo! E ainda por cima mesmo em cima do canal... Claro que deve haver uma parte não tão boa como por exemplo, o exagero de mosquitos no verão/primavera mas uma pessoa vivendo naquela casa conseguia ultrapassar esse pormenor sem problema, certo?
Todas as casinhas são giras, tirei tantas fotografias que se tivesse aqui a por todas ocuparia não sei quanto espaço da minha página inicial do blog. Todas têm uma característica que eu amo: janelas enormes. Como se pode ver pelas fotografias, os pobre coitados dos holandeses não têm sorte nenhuma com o sol no inverno então têm imensas janelas e de tamanhos absurdos prontas para absorver todo o raio deitado pela nossa mega estrela.
Bem, como estava a dizer em cima antes de divagar, depois de fazermos o parque fomos em direcção ao Rijskmuseum, o museu mais famoso da cidade e que toda a gente me dizia tão, mas tão bem. Aconselho-vos a comprarem os bilhetes online - como eu fiz - para depois não ficarem anos na fila porque o museum está sempre cheio.


Como podem ver, à frente do museu têm aquelas letras icónicas que toda a gente tira fotografia à frente/em cima/atrás/whatever quando vai a Amsterdão. Claramente que passei isso à frente porque tinha tanta gente e não fazia sentido fotografar-me só com uma letra atrás: ou tirava com as palavras todas (e para isso tinha que expulsar toda a gente do perímetro) ou nada feito!
Todos os detalhes da fachada do edifício são de morrer. Não sei se é por namorar com um designer mas cada vez mais reparo em todos os detalhes nos prédios e certas coisinhas pequeninas fazem-me suspirar. Assim que estavamos a entrar, finalmente apareceu o nosso melhor amigo sol! Deu finalmente para tirar umas fotografias que não fossem tão tristes e cinzentas e talvez ficarmos com uma ilusãozinha de que o tempo ia aquecer. Mentira - estava um frio de rachar! Juro! O frio de lá queima horrores! Tenho a pela da cara toda seca e nada uniforme devido ao vento que vinha lá não sei de onde mas deve ser do inferno do gelo. E as mãos? Meus/minhas queridos/as, nunca na vida se atrevam a ir para Amsterdão sem um par de luvas, eu estava com as minhas postas e mesmo assim estavam tão mas tão geladas! E quando tinha que tirar o polegar para mexer no telemóvel? Juro que quase caía de tanto frio que estava. Levem gorro, luvas e cachecol para protegerem a cara! Ah e oculos de sol, porque apesar de não estar nenhuma luminosidade protege-vos os olhos do vento.


O Rijskmuseum é tudo aquilo que promete ser e muito mais. Dá para passar horas e horas ali a apreciar quadros mundialmente famosos - como esse aí em cima Night Watch do Rembrandt - com detalhes de cortar a respiração. Não é que seja uma apreciadora afinca de arte antiga mas há aqueles quadros que uma pessoa já viu 300 vezes em livros e na televisão e quando finalmente tem oportunidade de vê-los frente a frente é toda outra sensação fantástica! Excepto a Monalisa, que tive a oportunidade de ver quando fui a Paris e achei super decepcionante, mas é apenas a minha opinião. Outro quadro que me deixou KO foi o The Battle of Waterloo do Jan Willem Pieneman, é uma coisa animal, gigante gigante (!!!) cheia de pormenores fantásticos que uma pessoa nem sabe para onde é que se há-de virar! Vejam por vocês mesmos na fotografia em baixo.


Recomendo vivamente, estou realmente feliz por ter visitado este museu e de ter tido a oportunidade de pôr os olhinhos em obras de arte maravilhosas e não só! Também têm artefactos da história holandesa, das suas colónias, até têm um diamante enorme exposto, camas dos reis, berços, coisas maravilhosas que valem a pena serem vistas, sem dúvida. Vale completamente a pena os 18€ (ou serão 17€?) que nos pedem como preço de entrada.


Museu visitado fomos em direcção ao Albert Cuyp Market, um mercadozinho de rua. Eu achei aquilo mais feira do que mercado mas é giro na mesma! Tem lá umas lojas fabulosas com roupa que se vê que é claramente encomendada de sites chineses e postas à venda a preços exorbitantes (vá não é assim tão exorbitante mas eu sou uma exagerada, já sabem! Fiquei com uma camisola amarela com um tigre entalada na garganta, ver se a encontro por aí nesses sites malucos). Também visitamos umas lojas vintage com roupa em segunda mão e o F. quase que comprou um casaco muita giro com pelo de carneiro por dentro mas o preço (€110!) não estava assim tão apelativo nem igualava o amor pelo casaco.
Embaranhados naquelas ruas e mais ruas demos de caras com a coffeeshop Katsu. Não me vou armar em santa e dizer que não fiz nada daquilo que é "suposto fazer" quando se vai a Amsterdão, fiz e fiz todos os dias com um sorrisão na cara. Ahah! Calma, eu não fumo (nada mesmo) por isso não ia de certeza fumar erva - dá-me horrores o acto de fumar - por isso sempre que íamos a coffeeshops o F. experimentava vários tipos de erva e eu experimentava sempre bolinhos (de erva ou de hax) diferentes. Já tinha experimentado algumas vezes com amigos e é uma risada espectacular por isso, como é obvio, em Amsterdão - ainda pra mais sendo legal! - ia obviamente dar umas mordidas nuns bolos *ler com sotaque brasileiro*.
É muito engraçado ver o quão relaxadas as pessoas são em relação à erva. Nas ruas não vês ninguém a fumar tabaco, pelo menos, eu não vi nem uma e quando as vês com alguma coisa na mão é sempre erva, eles claramente levam aquilo num modo super descontraído e estão nem aí com julgamentos ou represálias. Eu e o F. falamos imenso do quão melhor seria em Portugal se fosse legalizado a marijuana e o haxixe, em primeiro lugar as pessoas deixavam de fumar tanto. É verdade, o fruto proibido é sempre o mais apetecido, é óbvio que os miúdos e graúdos fumam porque simplesmente não podem e porque é "fixe". E em segundo lugar, imaginem o dinheiro que ia para os cofres do estado! Podíamos finalmente sair da cepa torta ahah!
O staff das coffeeshops são super friendly e dão-vos imensos conselhos e até vos dizem coisas para fazer a seguir. Uma das coisas fixes destes sítios é que não podes fumar tabaco lá dentro, nem sequer beber alcóol. Vê-se maioritariamente as pessoas a fumar erva e a beber um chá enquanto lêem o jornal.
O rapaz da loja recomendou-me um bolo de hax que deu um efeito engraçadissimo (Atenção que só comi metade, porque como nunca fumo nem nada dessas coisas a minha tolerância é zero)! Passei o resto da tarde a rir com o F. enquanto caminhávamos em direcção ao museu do Van Gogh que fica em frente ao Rijskmuseum.
É dificil uma pessoa achar piada ao museu do querido Vincent depois de ter visto o Rijsk mas claro que é óptimo ver obras de um pintor tão famoso como ele e ainda para mais poder descobrir mais um pouco sobre a sua vida conturbada.
Consegui tirar algumas fotografias antes de um segurança todo mauzão me vir quase sussurrar ao ouvido "Don't use camera". Que parvoíce, não há nada mais estúpido do que não nos deixarem tirar fotografias! Percebo claramente o "não usar flash" mas agora proibirem-me de tirar umas simples pics? Well excuse me!


Queria ter tirado fotografia aos famosos Girassóis mas não consegui, dei-me por contente por conseguir tirar uns registos de alguns dos seus self-protraits. Fiquei um pouco desiludida porque o quadro que eu mais queria ver dele, o Starry Night, não estava lá exposto mas sim no MoMa (Museum of Modern Art em Nova Iorque), um ultraje! Uma pessoa vai toda contente a achar que vai pôr os olhos em cima daquela beleza e depois leva um estalo de luva branca e pensa que tem que ir a Nova Iorque se quer ver aquela obra de arte ao vivo. Bem, cara Starry Night, ainda vais esperar uns aninhos para que nos encontremos face to face ahaha!
Depois do museu, decidimos experimentar os cachorros de rua deles. São completamente diferentes dos nossos, não há batata palha em cima (um crime! devia ser penalizado por lei) e só têm como toppings cebola frita, pickles e mais cebola crua. Enfim, provavelmente isto deve ter sido a única coisa que fiquei desiludida com Amsterdão, por isso já sabem, digam não aos hot dogs.
Começamos a andar em direcção à zona que ficou como aquela que me roubou o coração: Koningsplein e Spui.
Koningsplei é a zona do mercado das flores (Bloemenmarkt), uma rua ao pé de um dos milhares de canais cheia de banquinhas a venderem flores e mil lojas de panquecas com um cheiro que faz com o que o nosso estômago caia aos nossos pés. Fiquei completamente rendida, sentamo-nos e ficamos simplesmente a apreciar a zona, a pequena azáfama da cidade e no quão bom é podermos viajar e conhecer outras culturas!
Demos a volta ao canal e lanchamos num café maravilhoso, o Calf & Bloom, - nota: todos os cafés/restaurantes/salas de chá são fantásticos, todas têm uma decoração fenomenal e parece que são sempre melhores do que aquelas que vimos há 3 metros atrás - onde bebemos um chá para ver se conseguíamos sacudir aquele frio da espinha e ligarmo-nos um pouquinho à net, porque, sejamos verdadeiros, já estava a coçar-me toda por não estar ligada aos dados movéis 24/7 como estou habitualmente.
Um dos museus que eu queria mais visitar era o museu da Tortura. Eu sei que sou uma sádica, é verdade, adoro mesmo estas coisas, por isso depois do lanche fomos até ao museu que é mesmo ao lado do café onde estávamos. Não é um museu fantástico, admito, podia bem ter passado sem ir lá mas diverti-me ainda para mais ainda estava sobre o efeito dos space cakes, por isso é óbvio que gostei. Mas, se tiverem indecisos se vão lá ou não, não vão. O problema - na minha opinião - é que tem imenso potencial só que está super mal aproveitado, podia dar muito mais. Se calhar tenho que me mudar para Amsterdão e dar uma volta àquilo, se calhar é este o meu destino.
Depois, começamos a andar em direcção a Spuin (é a paragem de tram a seguir a Koningsplein, mais uma vez, pertissimo, façam a pé) e perdi-me naqueles cantos e recantos! Têm lojas fabulosas com coisas que fazem comichão na nuca ao ponto de pensarmos "tenho que levar, tenho que levar! Tem que ser meu!". São tipo concept stores, cheias de coisas diferentes, desde de joias, roupa, brinquedos, decoração e agora a melhor parte: a maioria tem sempre animais lá dentro! Na Holanda os animais são permitidos dentro de todos os espaços e os donos das lojas/cafés levam sempre os animais com eles para o trabalho. É super comum entrarmos dentro de uma loja e estar lá um cão ou um gato a dormir numa caminha.
Uma das lojas que mais adorei foi a Wind, vi lá um colar maravilhoso só que custava €35 e pensei "Não, não vou levar" e é óbvio que passei o resto da viagem a pensar nele. No dia 12 voltei lá e a loja estava fechada e dia 13 também, o que basicamente me partiu o coração ao meio. Vou definitivamente obrigar o meu amigo que vive lá a ir à loja buscar-me o colar e enviar para Portugal.
Ainda em Spuin fomos à coffeeshop 420, recomendada pelos amigos do F., que ficava num dos cantinhos desta pela região (será que posso chamar assim?). Para quem não fuma, como eu, é impossível estar lá dentro e respirar normalmente. Entrei e saí nem 2 segundos aguentei ahah, fiquei simplesmente à espera do meu namorado cá fora.
Ao olhar para aquela paisagem juro, juro por tudo, que deu-me um calorzinho no peito todas estas ruas e transversais e canais e nem sei que mais. Spuin para mim levou a taça de sitio preferido em Amsterdão!


Feito isto já eram para aí 18h30/19h, horas que um verdadeiro holandês janta mas que para nós ainda era demasiado cedo já que tinhamos comido umas bolachas gigantes ao pé do mercado das flores. Começamos a andar em direcção a norte e demos por nós e estávamos no famoso Red Light District. É super fácil saber quando nos estamos a aproximar do quarteirão da prostituição já que é sex shop loja sim loja sim. Eu e o F. ainda entramos em algumas e ficamos a saber o quão meninos somos já que há ali coisas que fazem qualquer um ficar com uns quantos pontos de interrogação na cabeça!
Quando se chega à rua das montras, é um género de choque. Quer dizer, não quero dizer choque porque a prostituição em si não me choca, cada um faz aquilo que tem que fazer para se sustentar, mas deixa-me um bocado incomodada elas ali todas de pseudo lingerie (digo pseudo porque só tapam mesmo os mamilos e o pipi) e enquanto algumas estão ali a exibir-se ao máximo a fazerem um show (devem ser leão essas só pode haha) outras estão simplesmente ao telefone a fazer um scroll no feed do instagram. Fartei-me de rir com o F. porque encontramos uma que era mesmo obesa e estava a comer cupcakes e chocolates como se não houvesse amanhã, claramente que devia estar a atrair aquelas pessoas com fetiches de alimentação com obesos (existe! se não sabem do que estou a falar google it!).
Não deu para tirar fotografias às montras porque é proibido e não queria degrada-las ao ponto de objectifica-las como se fossem uns animais num zoo.


No final da rua acabamos por jantar num sitio de hambúrguers e decidimos ir para o hotel depois de dar mais uma volta no distrito vermelho. Eu sei, eu sei, deviam ser para aí 22h mas estávamos tão acabados de tudo o que tínhamos feito que decidimos ir descansar.
Chegamos KO mas completamente cheios de aquilo que tínhamos feito e estávamos prontos para um dia em cheio no dia seguinte!


Amanhã publico o que fizemos no dia 2! 

Some tourists think Amsterdam is a city of sin, but in truth it is a city of freedom. And in freedom, most people find sin.


to be continued...



PS: Todas as fotografias são da minha autoria, NÃO USAR sem pedir autorização previamente.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

pronta a descolar!

Queridas/os leitoras/es,

É hoje que finalmente vou até à cidade dos canais também conhecida como Amsterdão! Devido a esse acontecimento na minha vida, não irei publicar nada até ao meu regresso que acontecerá na terça-feira.

city, amsterdam, and house image

Para a próxima semana espero voltar cheia de novidades e aventuras para partilhar com vocês! Vou obviamente tirar mil e uma fotografias e documentar tudo no meu instagram, por isso se quiserem estar a par do que é que eu ando a fazer é só seguirem-me! O meu nome é @joanaffsimoes , mandem-me mensagem por instadirect a avisar quem é quem porque eu sou uma cabeça no ar e muitas vezes nem ligo a quem me segue.

Adeus meninas/os! Até terça, divirtam-se nesse carnaval!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

DECOR | uma igreja que agora é casa

Gosto muito de decoração.
Aliás, nos sims a minha parte favorita é a parte de construir a casa e depois poder finalmente decora-la. Por falar nisso, há imenso tempo que não jogo, se tivesse espaço na minha mini mala levava o PC no avião para Amsterdão para poder ir a jogar no caminho.

Anyways, moving on...

Estava no Pinterest - aquele site precioso que assim como o Tumblr salva-nos de momentos tediosos - a adicionar pins ao meu álbum decor quando me deparei com esta coisinha maravilhosa: igreja transformada numa casa de sonho.


Como podem ver em cima, a igreja manteve-se com a mesma fachada e só o interior foi mudado. Nos jardins, os donos da propriedade - responsáveis pela mudança - adicionaram um género de jardim de inverno/espaço exterior. O quão eu adorava ter uma coisinha destas! Imaginem o relaxante que deve ser estar a trabalhar no vosso jardim, rodeados por sol e natureza. Ahhh a girl can dream!

Uma reforma e uma bela decoração transformam uma antiga capela em uma casa de tirar o fôlego.
Uma reforma e uma bela decoração transformam uma antiga capela em uma casa de tirar o fôlego.

Para mim das coisas mais importantes numa casa é definitivamente quanta luz tem. Eu odeio, aliás, abomino divisões sem luz natural. Na minha casa, a única divisão que não tem luz é a despensa e vocês não têm noção a comichão que isso me dá. E quando vou à casa das pessoas e não tem janelas na casa de banho? Jesus, sinto-me a maior claustrofóbica! Tudo isto para dizer que esta agora casa tem muita, mas mesmo muita luz como eu gosto! A decoração é um bocado atufalhada demais para os meus ideais, o meu lado minimalista choca com a quantidade de coisas nestas fotografias mas, vivia aqui sem problemas! Ia assim desfazendo-me de alguns artigos desnecessários assim como quem não quer a coisa ahaha!

Reforma torna uma igreja em uma casa de sonhoUma reforma e uma bela decoração transformam uma antiga capela em uma casa de tirar o fôlego.Reforma torna uma igreja em uma casa de sonho

A cozinha é sem dúvida a minha parte favorita. Ah e as escadas! Adoro o pormenor dos chapéus na parede! Quando vemos estas coisas é que pensamos o quão fácil é fazer uma decoração gira sem ser preciso gastar 1000€ (ou mais!) na Zara Home ou na Área.
Gosto especialmente que o quarto seja cá em cima, como se fosse a varanda para a sala. Adoro isso mas depois penso o quão incomodo deve ser a falta de privacidade. Do género, têm alguém a dormir na sala e depois não podem estar à vontade no quarto porque na realidade não há uma parede que vos separe.


Esta pseudo sala de jantar cá fora está muito mal aproveitada. Se fosse minha era definitivamente um escritório como já vos tinha dito em cima, cheio de plantas e muita vida. 
Ver estas coisas só me dá ainda mais vontade de ter a minha casinha mas pelo andar da carruagem ainda falta tanto!

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